segunda-feira, 29 de outubro de 2007

The International Music Score Library Project (IMSLP)

International Music Score Library Project (IMSLP)O recém-nascido media wiki de compartilhamento de partituras INSLP.org - "sister" do site PianoSociety.com - encerrou suas atividades. O wiki era um grande repositório de partituras grátis, em domínio público, para onde os arquivos eram carregados, pelos próprios usuários que também podiam baixa-los.

Aparentemente partituras de Béla Bartók, e de outros compositores cujos direitos autorais pertenceriam à Universal Edition, tradicional casa editora de música fundada em Viena, em 1901, foram carregadas para o site e baixadas pelos seus usuários, fato que incomodou os proprietários das obras que se sentiram prejudicados em seus interesses e acusam o IMSLP de quebra de copyright.

De fato, muitos usuários carregaram para o wiki composições protegidas por copyright, a exemplo de trabalhos de Béla Bartók, cujas obras estão protegidas por copyright, nos USA. Muitos outros importantes compositores que estavam em Public Domain (PD) no Canadá, onde está hospedado o IMSLP, mas que ainda estão protegidos nos USA, no Brasil e em outros países, eram disponibilizadas no IMSLP, não obstante os avisos emitidos pelo wiki alertando os usuários sobre essa peculiaridade jurídica. Essa bliblioteca digital de partituras compartilhou com seus usuários durante os últimos meses um crescente número de obras de compositores que pertencem a porta-fólio comercial de publicadores de música impressa. Muitas das obras distribuídas pelo IMSL debaixo de licenças Creative Commons, eram propriedade de tradicionais editoras de música impressa que ainda comercializam as partituras impressas, em venda direta ou através de "dealers" pela internet ou que revendem os seus produtos no comércio tradicional nas grandes cidades.

A Sibley Music Library - Eastman School of Music da University of Rochester (USA)A Sibley Music Library que pertence a Eastman School of Music da University of Rochester (USA), mantém na internet um repositório de partituras (grátis), nos USA, com trabalhos de compositores em domínio público que podem ser ser carregadas e baixadas - para uso privado -, pelos usuários cadastrados do site. Contudo, o responsável pela biblioteca digital, Jim Farrington, tem o cuidado de não disponibilizar obras de autores que aínda estão sendo comercializadas. Conheça a biblioteca digital de música Sibley Music Library.

Para entender o imbróglio em que se envolveu o IMSLP clique aqui e leia o comunicado feito pelo responsável pelo wiki (em inglês ou italiano). Para quem não conheceu o wiki, há no Google uma imagem da página principal armazenada no "cache". Veja-a clicando aqui.

Conheça outros projetos similares que estão em pleno funcionamento: Mutopia, Choral Public Domain Library, Werner Icking Music Archive.

domingo, 28 de outubro de 2007

Ernesto Nazareth: para que conheçamos o que é nosso

Primeira folha do programa Audição de 30 Compositores  Brasileiros (Peças Breves para Piano).Com prazer anuncio a localização de um documento que pelo registro do acontecimento julgo merecedor noticiar. Trata-se do célebre programa de concerto denominado "Audição de 30 Compositores Brasileiros (Peças Breves para Piano)".

As peças anunciadas no programa são de importantes compositores brasileiros cujos nomes mais conhecidos relacionamos: Leopoldo Miguez, Luiz Levy, Francisco Braga, Carlos de Mesquita, Arthur Napoleão, Alberto Nepomuceno, Henrique de Mesquita, Júlio Reis, Villa-Lobos, Glauco Velasquez, Sylvio Deolindo Fróes, Henrique Oswald, Oscar Lorenzo Fernandez (grafado incorretamente como O. Fernadez Lorenzo), Fructuozo L. Vianna.

Instituto Nacional de Música (1922)O programa executado por alguns alunos do professor Luciano Gallet, organizador do evento, cuja duração não excedeu à 2 horas, e ocorreu no Salão do Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no sábado, 16 de Dezembro de 1922, às 16 horas e, conforme destaque na primeira página, enfatiza "Com o concurso de Ernesto Nazareth - para que conheçamos o que é nosso -".

Na segunda parte do programa há a informação de que o autor executou 4 Tangos Brasileiros: Bregeiro, Nenê, Bambino e Turuna. Constam, aínda, do programa, notas sobre as edições das partituras das composições do Rei do Choro, feitas pelas casas editoras Arthur Napoleão, Bevilacqua e Vieira Machado.

Segundo nos conta Vasco Mariz, em sua obra "A Música Clássica Brasileira", o programa causou enorme escândalo pela ousadia iluminada de fazer Ernesto Nazareth interpretar os seus tangos. Ainda conforme relato de Vasco Mariz a obra supracitada, Luciano Gallett, folclorista e compositor, foi um importante organizador de atividades musicais e sobretudo professor. Fundou em 1924 a Sociedade Pró-Arte e, em 1930, a Associação Brasileira de Música, onde atuou até 1937. Dirigiu a revista WECO, da Casa Carlos Wehr. Como professor, realizou notável trabalho à frente do Instituto Nacional de Música (1930-31), lá reformando a estrutura do ensino, cujas linhas gerais persistem até hoje de acordo com a sua orientação. Seus amigos publicaram post-mortem o livro Estudos de folclore, com importante apresentação de Mário de Andrade.

É oportuno reproduzir um trecho da conferência feita por Mário de Andrade, na Sociedade de Cultura Artística, de São Paulo, a respeito de Ernesto Nazareth (Música, Doce Música, Livraria Marins Editora, 1976).

"Esta homenagem prestada a Ernesto Nazaré pela Cultura Artística de São Paulo me parece que é sintomática de tempos mais úteis. Além de ser justíssima. E é um gosto a gente constatar que não se carece aqui de garantia da polícia, como sucedeu no Instituto Nacional de Música em 1922, quando num concerto organizado por Luciano Gallet, aí se executou o Brejeiro, o Nenê, o Bambino e o Turuna. Satisfeito mesmo estou eu, e apesar de atravessado de enfermidades mesquinhas, fiz gosto em alinhavar na fadiga estas frases, pra vir junto dos senhores, trazer o meu aplauso a um artista, que usando a política sutil do talento, se fez escutar por uma nação."

Clique aqui para ver/baixar o programa completo em imagens JPG com resolução de 300 dpi.

Nota: as imagens do programa e da foto são do acervo da Biblioteca Digital da Escola de Música - UFRJ

terça-feira, 23 de outubro de 2007

160 anos de Chiquinha Gonzaga

Foto: Rádio USP FMEm continuidade das comemorações pelos 160 anos nascimento de Chiquinha Gonzaga, a mulher ousada que sacudiu a cidade do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX com sua música, encontramos no YouTube dois vídeos e um programa de radiofônico que julgamos merecedor de atenção. O primeiro vídeo, bem conhecido de todos, é a abertura da minissérie "Chiquinha Gonzaga", da Globo que retrata a Guerra do Paraguai e a vida da popular compositora, com direção de Jayme Monjardim e o tema da abertura e a trilha sonora composta Marcus Viana. O violinista mineiro realizou extensa pesquisa sobre a música brasileira de 1845 a 1935 e sobre a obra de Chiquinha, recriando musicalmente o clima da época. No site oficial do compositor - que também tem uma gravadora a Sonhos & Sons -, pode-se ouvir na seção Áudio e Vídeo, ainda, a composição Bionne (Adeus) de Chiquinha Gonzaga, e que faz parte do CD Marcus Viana e Maria Teresa Madeira - Chiquinha Gonzaga.



O segundo vídeo, é uma apresentação do violeiro Cacai Nunes. Cacai Nunes é de uma geração de músicos que buscam inspiração notradicionalismo para desenvolver uma linguagem contemporânea. No vídeo, Cacai explora as possibilidades do instrumento adicionando nova sonoridade à composição de Chiquinha. Conhecido desde 1895, quando foi lançado na opereta-burlesca "Zizinha Maxixe", o tango "Corta-Jaca", tem o título original de "Gaúcho".



Finalmente, o programa da Rádio USP FM que resgata a obra de artistas que tornaram a música popular brasileira admirada em todo o mundo, levado ao ar em 26/04/2007, enquadra-se perfeitamente nas comemorações dos 160 anos de Chiquinha Gonzaga. Algumas das músicas que estão no programa: Abre Alas, Gaúcho (Corta Jaca), Pudesse Esta Paixão, Atraente, Ismênia, Suspiro e Lua branca. Clique aqui para ouvir o excelente programa Olhar Brasileiro, produção e apresentação do professor e pesquisador musical, Omar Jubran.

Foto: Rádio USP FM

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga - foto Biblioteca NacionalHá 160 anos, nascia em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga. Compositora, regente, pianista, é considerada uma das fundadoras da MPB. Em comemoração ao acontecimento, o site da compositora Chiquinha Gonzaga foi atualizado, apresentando um documentário raro sobre a sua história: 500 anos de História do Brasil - Chiquinha Gonzaga, a primeira maestrina brasileira (de Fernando Morais, edição para o site por Wandrei Braga, webeditor do site).

Depoimentos valiosos de grandes nomes da música, teatro, musicólogos, pesquisadores e principalmente da biógrafa de Chiquinha, Edinha Diniz estão disponíveis no site. Esta é a primeira de uma série de atualizações do site que irão complementar as informações sobre Chiquinha, inclusive, em breve: partituras, trechos de gravações, entrevistas, etc. Clique aqui para visitar o site oficial da maestrina carioca.

Foto: Fundação Biblioteca Nacional

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Anacleto Augusto de Medeiros

Anacleto de MedeirosNa seção Acervos e Pesquisa/Música do Instituto Moreira Salles, encontramos recentememte na sua subseção Interlúdio/Colaborações, um precioso artigo intitulado Anacleto: o maestro das bandas e do choro. O artigo foi escrito por André Diniz, conhecido historiador da música brasileira e autor de O Rio musical de Anacleto de Medeiros, um mestre do choro, Almanaque do choro e Almanaque do Samba, ambos publicados pela editora Jorge Zahar.

Formado no Conservatório de Música - primeira escola pública de música do Império, hoje Escola de Música da UFRJ -, ao sair dela em 1896, e já famoso como maestro no Rio de Janeiro, Anacleto de Medeiros fundou a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, que ficou famosa sob sua direção e, em pouco tempo passou a se destacar das demais de sua época. A banda foi a principal agremiação musical do Rio de Janeiro até o início dos anos de 1920. O papel desempenhado pela banda na formação musical brasileira, sob o comando de Anacleto, pode ser ilustrado por várias de passagens históricas como a gravação de inúmeros cilindros e discos 78rpm que foram produzidos na Casa Edison, primeira gravadora brasileira, fundada em 1902 por Fred Figner.

Escola de Belas ArtesCompositores, cantores, arranjadores, maestros e instrumentistas do porte de Radamés Gnattali, Heitor Villa-Lobos, Jacob do Bandolin, Pixinguinha, Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, Vicente Celestino, Paulo Tapajós, Rogério Duprat, Antonio Augusto nos oferecem uma amostra significativa de sua lavra.

Para conhecer um pouco da memória do mestiço Anacleto Augusto de Medeiros, leia o artigo de André, disponível no IMS, clicando aqui.

Rádio IMS

Ouça na Rádio IMS o programa especial em homenagem a Anacleto de Medeiros, a entrevista de André Diniz e a seleção musical com arranjos e regência de Rogério Duprat.

Músicas do programa

"Iara" (Anacleto de Medeiros)
"Terna Saudade" (Anacleto de Medeiros)
"Cabeça de Porco" (Anacleto de Medeiros)

Fotos: Escola de Música UFRJ e Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro

sábado, 22 de setembro de 2007

Songs & Dances of Latin America – World’s Favorite Nº 16

Songs & Dances of Latin America – World’s Favorite Nº 16Editado por Albert Ganse, este songbook com 160 páginas, publicado por Ashley Publications, Inc., apresenta consagradas músicas do cancioneiro espanhol e da América Látina, tais como: A Media Luz de Emilio Donato, Cielito Lindo de Carlos Fernandez, La Cucaracha (tradicional canção mexicana), La Cumparsita de G. Matos Rodriguez, La Paloma de Sebastian Yaradier, La Violetera de José Padilha. Este álbum também tem muitas outras músicas que fazem parte do repertório pianístico: Tango in D de Albemiz, Spanhis Dance Nº5 de Moritz Moszkowski, Toreador Song from Carmem de Bizet.

Entretanto, neste songbook aparecem duas composições de dois importantes compositores cariocas que nos interessam, em particular, e que são a razão de ser deste artigo.

Dengozo de Ernesto NazarethA primeira peça é Dengozo, um maxixe, cuja autoria é atribuída a Ernesto Nazareth e aparece nas páginas 136 a 139 do songbook. Ela é, ressalvando-se as cifras inseridas na pauta da melodia, uma cópia idêntica de outra partitura publicada, em 1914, por Jerome H. Remick (atual Warner Chappell Music) e faz parte da Coleção de Partituras da Duke University. Entretanto, na partitura do songbook omitiu-se o crédito do arranjo de Ribé Denmark. Outro detalhe na partitura do songbook é o nome do autor grafado como ERENESTO NAZARETH. Outrossim, a partitura do songbook tem Copyrigth 1962 by Asheley Publications Inc., contudo a partitura localizada em Duke University está em domínio público no Brasil, USA, e Canadá, haja vista que sua publicação foi em 1914, e pode ser baixada aqui.

Dados bibliográficos da partitura em Duke University

Título: Dengozo; Maxixe tango; Musica Creole
Criador: Nazareth, Ernesto, 1863-1934
Criador: Danmark, Ribe
Criador: Starmer
Publicador: Jerome H. Remick, 1914
Coleção: Duke University

Esmeralda de Carlos de MesquitaA segunda das composições é a valsa Esmeralda de Carlos de Mesquita (1) e aparece nas páginas 116 e 117 do songbook. Esta partitura, exceto pela inserção de cifras na pauta da melodia, e pela supressão de duas páginas existentes na edição original, é uma cópia fiel da partitura completa (4 páginas), publicada com o título de Chanson de la Esmeralda por Henry Lemoine et Cie., em 1900, em Paris. A versão impressa por Henry Lemoine possui o título de Deux Adaptations Musicales par Carlos de Mesquita e compreende duas peças: Nº1 Les Etoiles (3 páginas) e Nº2 Chanson de la Esmeralda (4 páginas). A partitura contida no songbook tem Copyrigth 1962 by Asheley Publications Inc., mas a partitura localizada em Sibley Music Library está em domínio público nos USA e Canadá, haja vista que foi publicada antes de 1923, e pode ser baixada aqui.

Dados bibliográficos da partitura em Sibley Music Library

Título: Deux Adaptations Musicales; para voz e piano; com poesia em francês
Criador: Mesquita, Carlos de, 1864-1953
Criador: Vacquerie, Auguste, 1819-1895
Criador: Hugo, Victor, 1802-1885
Publicador: Paris, Henry Lemoine et Cie.
Coleção: Music Scores, Sibley Music Library, Univ. of Rochester

Nota (1): Carlos de Mesquita (1864-1953) foi um importante compositor, pianista, organista e regente brasileiro. Com 11 anos já fazia apresentações públicas, ao piano, e com apenas 13 anos foi para Paris onde iniciou sua educação musical no Conservatório de Paris, onde estudou harmonia com Émile Durand, contraponto, fuga e composição na classe de Jules Massenet, piano com Antoine-François Marmontel e órgão com César Franck, substituindo-o, inclusive, várias vezes como organista auxiliar na Igreja de Santa Clotilde, em Paris. Em 1882, no Conservatório de Música (hoje Escola de Música da UFRJ) do Rio de Janeiro, ocupou a cadeira de harmonia e contraponto. Francisco Braga foi um de seus alunos. Em 1887, com Leopoldo Miguez, criou a Sociedade de Concertos Sinfônicos. Apresentou no Rio de Janeiro, em primeira audição, obras de Alberto Nepomuceno, Leopoldo Miguez e Francisco Braga. Também revelou para o público carioca obras dos mestres da nova escola francesa: Jules Massenet, Léo Delibes, Saint-Saëns e outros. Sobre este importante compositor brasileiro e sua irmã, a pianista Amélia de Mesquita. falaremos mais detalhadamente em um outro post.

sábado, 15 de setembro de 2007

A Biblioteca Digital da Escola de Música - UFRJ

Escola de Música - UFRJ - Fonte: Jeff Belmonte - http://www.flickr.com/photos/jeffbelmonte/107171296/
O Conselho Regional de Biblioteconomia - 7ª Região, noticiou hoje o lançamento da Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ. A Biblioteca Digital será inaugurada em evento que será realizado no dia 27 próximo, às 18:30h, na sede da Escola de Música da UFRJ. Durante o acontecimentoo será feita uma demonstração do acervo digitalizado e os recursos disponíveis para os pesquisadores. A partir de então todos os manuscritos e documentos digitalizados poderão ser consultados, reproduzidos e impressos pela Internet. Esse importante acervo musical da América Latina, é constituido de obras raras do século XV ao XVIII, manuscritos autógrafos de alguns dos principais compositores brasileiros, documentos históricos, periódicos e iconografia.

Um dos setores mais e ricos do acervo pertencente a Biblioteca Alberto Nepomuceno é o de manuscritos musicais. Abrange obras desde o século XVIII até o XXI. O grande destaque é, sem dúvida, a coleção de obras do padre José Maurício Nunes Garcia, que se constitui na maior do país. Outros compositores têm presença marcante no acervo como Francisco Manuel da Silva, Carlos Gomes, Leopoldo Miguez, Henrique Oswald, Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e Glauco Velásquez, constituindo um verdadeiro painel da história da música no Brasil. Autores estrangeiros também se fazem presentes, especialmente portugueses e italianos como José Joaquim dos Santos , Marcos Portugal e Saverio Mercadante, este último presente com um manuscrito autógrafo dedicado ao Imperador D. Pedro II. Outra coleção de destaque é a dos teatros do Rio de Janeiro, que incluem cópias manuscritas das óperas que foram apresentadas na cidade durante o século XIX.

André Cardoso, Diretor da Escola de Música da UFRJ, anunciou que a digitalização de 3.500 páginas do acervo da Biblioteca Alberto Nepomuceno, disponíbilizará a consulta, através de moderna tecnologia digital para pesquisadores do mundo inteiro através da Internet. Foram selecionados vários manuscritos autógrafos de compositores brasileiros supracitados além de Alexandre Levy, Henrique Alves de Mesquita, Francisco Valle, Villa-Lobos, a Coleção Guilherme de Mello completa - que abrange modinhas e música de salão dos séculos XVIII e XIX -, documentos autógrafos (cartas e bilhetes de Brahms, Liszt, Wagner, Rossini e vários brasileiros, entre eles Pixinguinha e Donga), e mais os oito primeiros volumes da Revista Brasileira de Música, iconografia e obras raras (tratados dos séculos XVI e XVIII).

Para se ter uma idéia de como funcionará essa biblioteca digital, basta visitar a seção de partituras da Biblioteca Nacional e selecionar um dos gêneros musicais disponíveis: dobrados, galopes, gavotas, habaneras, jongos, jotas, mazurcas, minuetos, polkas, polonesas, quadrilhas, sambas, schottish, tangos, tarantelas e valsas. A tecnologia utilizada nessaa seção de partituras da Biblioteca Nacional é a mesma que será utilizada na Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ.

Para visualizar as partituras e pesquisar o acervo da Biblioteca Nacional é preciso instalar o plug-in DocPro que pode ser baixado grátis no site da FBN ou no site do desenvolvedor da aplicação. O DocPro permite a visualização de biblotecas digitais online e permite a pesquisa pelo texto nas imagens dos documentos. Esse plug-in utiliza a tecnologia cliente/servidor chamada metaframe que foi desenvolvida pela Citrix.

Fontes da matéria: 1. FBN 2. DocPro 3. Citrix 4. Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região