sábado, 22 de setembro de 2007

Songs & Dances of Latin America – World’s Favorite Nº 16

Songs & Dances of Latin America – World’s Favorite Nº 16Editado por Albert Ganse, este songbook com 160 páginas, publicado por Ashley Publications, Inc., apresenta consagradas músicas do cancioneiro espanhol e da América Látina, tais como: A Media Luz de Emilio Donato, Cielito Lindo de Carlos Fernandez, La Cucaracha (tradicional canção mexicana), La Cumparsita de G. Matos Rodriguez, La Paloma de Sebastian Yaradier, La Violetera de José Padilha. Este álbum também tem muitas outras músicas que fazem parte do repertório pianístico: Tango in D de Albemiz, Spanhis Dance Nº5 de Moritz Moszkowski, Toreador Song from Carmem de Bizet.

Entretanto, neste songbook aparecem duas composições de dois importantes compositores cariocas que nos interessam, em particular, e que são a razão de ser deste artigo.

Dengozo de Ernesto NazarethA primeira peça é Dengozo, um maxixe, cuja autoria é atribuída a Ernesto Nazareth e aparece nas páginas 136 a 139 do songbook. Ela é, ressalvando-se as cifras inseridas na pauta da melodia, uma cópia idêntica de outra partitura publicada, em 1914, por Jerome H. Remick (atual Warner Chappell Music) e faz parte da Coleção de Partituras da Duke University. Entretanto, na partitura do songbook omitiu-se o crédito do arranjo de Ribé Denmark. Outro detalhe na partitura do songbook é o nome do autor grafado como ERENESTO NAZARETH. Outrossim, a partitura do songbook tem Copyrigth 1962 by Asheley Publications Inc., contudo a partitura localizada em Duke University está em domínio público no Brasil, USA, e Canadá, haja vista que sua publicação foi em 1914, e pode ser baixada aqui.

Dados bibliográficos da partitura em Duke University

Título: Dengozo; Maxixe tango; Musica Creole
Criador: Nazareth, Ernesto, 1863-1934
Criador: Danmark, Ribe
Criador: Starmer
Publicador: Jerome H. Remick, 1914
Coleção: Duke University

Esmeralda de Carlos de MesquitaA segunda das composições é a valsa Esmeralda de Carlos de Mesquita (1) e aparece nas páginas 116 e 117 do songbook. Esta partitura, exceto pela inserção de cifras na pauta da melodia, e pela supressão de duas páginas existentes na edição original, é uma cópia fiel da partitura completa (4 páginas), publicada com o título de Chanson de la Esmeralda por Henry Lemoine et Cie., em 1900, em Paris. A versão impressa por Henry Lemoine possui o título de Deux Adaptations Musicales par Carlos de Mesquita e compreende duas peças: Nº1 Les Etoiles (3 páginas) e Nº2 Chanson de la Esmeralda (4 páginas). A partitura contida no songbook tem Copyrigth 1962 by Asheley Publications Inc., mas a partitura localizada em Sibley Music Library está em domínio público nos USA e Canadá, haja vista que foi publicada antes de 1923, e pode ser baixada aqui.

Dados bibliográficos da partitura em Sibley Music Library

Título: Deux Adaptations Musicales; para voz e piano; com poesia em francês
Criador: Mesquita, Carlos de, 1864-1953
Criador: Vacquerie, Auguste, 1819-1895
Criador: Hugo, Victor, 1802-1885
Publicador: Paris, Henry Lemoine et Cie.
Coleção: Music Scores, Sibley Music Library, Univ. of Rochester

Nota (1): Carlos de Mesquita (1864-1953) foi um importante compositor, pianista, organista e regente brasileiro. Com 11 anos já fazia apresentações públicas, ao piano, e com apenas 13 anos foi para Paris onde iniciou sua educação musical no Conservatório de Paris, onde estudou harmonia com Émile Durand, contraponto, fuga e composição na classe de Jules Massenet, piano com Antoine-François Marmontel e órgão com César Franck, substituindo-o, inclusive, várias vezes como organista auxiliar na Igreja de Santa Clotilde, em Paris. Em 1882, no Conservatório de Música (hoje Escola de Música da UFRJ) do Rio de Janeiro, ocupou a cadeira de harmonia e contraponto. Francisco Braga foi um de seus alunos. Em 1887, com Leopoldo Miguez, criou a Sociedade de Concertos Sinfônicos. Apresentou no Rio de Janeiro, em primeira audição, obras de Alberto Nepomuceno, Leopoldo Miguez e Francisco Braga. Também revelou para o público carioca obras dos mestres da nova escola francesa: Jules Massenet, Léo Delibes, Saint-Saëns e outros. Sobre este importante compositor brasileiro e sua irmã, a pianista Amélia de Mesquita. falaremos mais detalhadamente em um outro post.

sábado, 15 de setembro de 2007

A Biblioteca Digital da Escola de Música - UFRJ

Escola de Música - UFRJ - Fonte: Jeff Belmonte - http://www.flickr.com/photos/jeffbelmonte/107171296/
O Conselho Regional de Biblioteconomia - 7ª Região, noticiou hoje o lançamento da Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ. A Biblioteca Digital será inaugurada em evento que será realizado no dia 27 próximo, às 18:30h, na sede da Escola de Música da UFRJ. Durante o acontecimentoo será feita uma demonstração do acervo digitalizado e os recursos disponíveis para os pesquisadores. A partir de então todos os manuscritos e documentos digitalizados poderão ser consultados, reproduzidos e impressos pela Internet. Esse importante acervo musical da América Latina, é constituido de obras raras do século XV ao XVIII, manuscritos autógrafos de alguns dos principais compositores brasileiros, documentos históricos, periódicos e iconografia.

Um dos setores mais e ricos do acervo pertencente a Biblioteca Alberto Nepomuceno é o de manuscritos musicais. Abrange obras desde o século XVIII até o XXI. O grande destaque é, sem dúvida, a coleção de obras do padre José Maurício Nunes Garcia, que se constitui na maior do país. Outros compositores têm presença marcante no acervo como Francisco Manuel da Silva, Carlos Gomes, Leopoldo Miguez, Henrique Oswald, Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e Glauco Velásquez, constituindo um verdadeiro painel da história da música no Brasil. Autores estrangeiros também se fazem presentes, especialmente portugueses e italianos como José Joaquim dos Santos , Marcos Portugal e Saverio Mercadante, este último presente com um manuscrito autógrafo dedicado ao Imperador D. Pedro II. Outra coleção de destaque é a dos teatros do Rio de Janeiro, que incluem cópias manuscritas das óperas que foram apresentadas na cidade durante o século XIX.

André Cardoso, Diretor da Escola de Música da UFRJ, anunciou que a digitalização de 3.500 páginas do acervo da Biblioteca Alberto Nepomuceno, disponíbilizará a consulta, através de moderna tecnologia digital para pesquisadores do mundo inteiro através da Internet. Foram selecionados vários manuscritos autógrafos de compositores brasileiros supracitados além de Alexandre Levy, Henrique Alves de Mesquita, Francisco Valle, Villa-Lobos, a Coleção Guilherme de Mello completa - que abrange modinhas e música de salão dos séculos XVIII e XIX -, documentos autógrafos (cartas e bilhetes de Brahms, Liszt, Wagner, Rossini e vários brasileiros, entre eles Pixinguinha e Donga), e mais os oito primeiros volumes da Revista Brasileira de Música, iconografia e obras raras (tratados dos séculos XVI e XVIII).

Para se ter uma idéia de como funcionará essa biblioteca digital, basta visitar a seção de partituras da Biblioteca Nacional e selecionar um dos gêneros musicais disponíveis: dobrados, galopes, gavotas, habaneras, jongos, jotas, mazurcas, minuetos, polkas, polonesas, quadrilhas, sambas, schottish, tangos, tarantelas e valsas. A tecnologia utilizada nessaa seção de partituras da Biblioteca Nacional é a mesma que será utilizada na Biblioteca Digital da Escola de Música da UFRJ.

Para visualizar as partituras e pesquisar o acervo da Biblioteca Nacional é preciso instalar o plug-in DocPro que pode ser baixado grátis no site da FBN ou no site do desenvolvedor da aplicação. O DocPro permite a visualização de biblotecas digitais online e permite a pesquisa pelo texto nas imagens dos documentos. Esse plug-in utiliza a tecnologia cliente/servidor chamada metaframe que foi desenvolvida pela Citrix.

Fontes da matéria: 1. FBN 2. DocPro 3. Citrix 4. Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

João de Souza Lima (1898-1982)

João de Souza Lima (1898-1982)- Foto: Raul’s PageRecentemente a pianista Emma Luiza de Souza Lima fez um recital no Instituto Moreira Salles de Poços de Caldas com um programa constituído de importantes obras do repertório pianístico. Emma formou-se em piano e violão pelo Instituto Musical de São Paulo, e se aperfeiçoou nos Estados Unidos, e com o maestro João de Souza Lima, seu parceiro de duo pianístico, de quem era filha (enteada). A pianista estudou com os professores Mildred Rivetti, Vittorio Mariani, Clarisse Leite (piano) e Manoel São Marcos (violão), e apresentou-se pela primeira vez com a Orquestra
Sinfônica Municipal de São Paulo
. Entre outras atividades artísticas, a pianista fundou a EMMA – Escola de Música, Movimento e Arte, é membro da Japan Piano Duets Association e fez vários arranjos e transcrições de diversos compositores consagrados. È autora do livro O piano em suas mãos, um método que leva leigos a executarem, em pouco tempo, suas músicas preferidas – e, em 1994, gravou em Portugal o CD Serenidade. Emma mantém carreira artística solo, em duos e outras formações no Brasil e no exterior, além de dar aulas e divulgar a obra pianística de Souza Lima, de quem guarda o acervo.

João de Souza Lima (1) nasceu na cidade de São Paulo, aos 21 de Março de 1898, iniciando seus estudos musicais aos quatro anos de idade. Aos 16 anos executa vários concertos em São Paulo e no Rio de Janeiro e obtém dois prêmios em concursos de Composição: de música para orquestra e de música para piano. Durante os onze anos que residiu em Paris, foi aluno de I. Philipp, passando, depois, a aperfeiçoar-se com Marguerite Long. Recebeu aulas de Busoni. Estudou ainda Música de Câmara com Camille Chevillard e Paul Paray; História da Música e Composição com Eugéne Gigout; Regência com C. Chevillard. Apresentou-se em recitais nas salas de concertos de quase todas as capitais européias, no Norte da África (Tunísia, Argélia, Marrocos), Argentina, Uruguai e o Brasil, desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. Sua vida é repleta de grandes realizações, onde vale ressaltar que organizou os festivais comemorativos da Semana da Arte Moderna de 1922, além da realização do Grande Prêmio destinado à composição de obra sinfônica comemorativa do Sesquicentenário de São Paulo. O vasto número de obras compostas por Souza Lima abrange: música sinfônica, bailados, ópera, música para piano solo, piano e orquestra, dois pianos, hinos, música para côro, de câmara e inúmeras revisões. Entre elas destacam-se, e com justiça, os Poemas "Das Américas" (1945) e de "São Paulo" (1978), nos quais o autor imprimiu conscientemente a legitimidade de uma autonomia artístico-musical brasileira, resultado das pesquisas que realizou até às raízes de nossa formação histórica, destacando as constâncias rítmicas e melódicas e a ambiência emocional da sensibilidade brasileira.

A Rádio IMS (2) disponibilizou em seu site as músicas do recital da pianista. Destacamos as Valsas de Esquina Nº 5 e Nº 1 de Francisco Mignone, o Prelúdio Nº 9 (para mão esquerda) de Souza Lima, o Choro Torturado de Guarnieri e a célebre Valsa da Dor de Villa-Lobos.

Programa do Recital

1. Valsa de esquina nº 5 - Emma Souza-Lima (Francisco Mignone)
2. Prelúdio nº 1 - Emma Souza-Lima (Souza Lima)
3. Valsa etérea - Emma Souza-Lima (Clarisse Leite)
4. Valsa de esquina nº 1 - Emma Souza-Lima (Francisco Mignone)
5. Serenidade - Emma Souza-Lima (Souza Lima)
6. Choro torturado - Emma Souza-Lima (Camargo Guarnieri)
7. Prelúdio nº 9 (para mão esquerda) - Emma Souza-Lima (Souza Lima)
8. 2ª valsa brasileira - Emma Souza-Lima (Souza Lima)
9. Valsa da dor - Emma Souza-Lima (Heitor Villa-Lobos)
10. Fantasia C menor - Emma Souza-Lima (Johann Sebastian Bach)
11. Prelúdio e fuga F menor - Emma Souza-Lima (Johann Sebastian Bach)
12. Désirs de jeune-fille - Emma Souza-Lima (Franz Liszt)
13. Valsa Ab - Emma Souza-Lima (Frédéric Chopin)
14. Estudo op. 25, nº 2 - Emma Souza-Lima (Frédéric Chopin)
15. Estudo op. 10, nº 12 - Emma Souza-Lima (Frédéric Chopin)
16. Primeira balada (*) - Emma Souza-Lima (Frédéric Chopin)

Nota: inclusive La Plus que Lente de Claude Debussy, conforme atentamente observou nosso amigo pianista Alexandre Dias.

Para ouvir as músicas listadas acima clique aqui

Notas:

(1) Biografia reproduzida do Conservatório Souza Lima
(2) Músicas: Instituto Moreira Salles
(3) Foto: Raul’s Page

sábado, 25 de agosto de 2007

Uruá Trio

A cantora e atriz Luciana Oliveira com os flautistas do Uruá Trio
Hoje de tarde eu liguei o televisor na TV Senado e ainda deu para assistir o programa Conversa de Músico: Corta-Jaca (Gonzaga), Rosa (Pixinguinha), Tico Tico no Fubá (Abreu), Última Inspiração - com solo de acordeon (Peter Pan), Falando de Amor (Jobim) e Escorregando (Nazareth).

Ficarei atento para assistir o programa novamente, amanhã, domingo, 26/08/2007. Para quem perdeu o programa de sábado - os horários foram: 5h e 14:30h -, aí vão os
horários do programa no domingo: 5h e 19:45h.

O Uruá Trio é formado pelos professores e músicos de Brasília, Moema Craveiro (piano digital, acordeão), Sidnei Maia e José Evangelista Jr. (flautas, Clarinete, Flautin).

A proposta do trio é realizar um repertório eclético, do erudito ao popular, abrangendo diversos períodos da história da música. Na foto a cantora e atriz Luciana Oliveira com os flautista do Uruá Trio. Fique ligado e assista Conversa de Músico com o Uruá Trio.

Foto: José Silva do Guia da Semana

Polonaise de Ernesto Nazareth

Alexandre Dias no programa
Alexandre Dias é um jovem brasiliense, pianista virtuose e concertista, que realiza um minucioso trabalho de pesquisa sobre Ernesto Nazareth. Atualmente ele colabora com o Sovaco de Cobra em uma série investigativa musical a respeito do compositor apresentando músicas raras da sua lavra.
Em 2004 Alexandre foi entrevistado no programa Conversa de Músico, da TV Senado, haja vista que ele é um dos maiores especialistas do país sobre a obra de Ernesto Nazareth e detentor do maior acervo de registros fonográficos com interpretações de peças do compositor.

No programa Conversa de Música Alexandre falou de seu entusiasmo com a música do compositor carioca, o choro e a cultura brasileira, e executou as peças Travesso e Apanhei-te Cavaquinho, além de duas peças inéditas: Catrapuz e Polonaise. Encerrando o programa, Alexandre interpretou Maple Leaf Rag, ragtime do compositor norte-americano Scott Joplin.

Francisco Mignone conta em seu depoimento sobre a obra de Ernesto Nazareth que o compositor lhe disse que Chopin era o seu autor favorito e que executava quase todas as Baladas do compositor polonês.

Clique aqui para assitir o vídeo com Alexandre Dias interpretando a peça Polonaise de autoria de Ernesto Nazareth.

domingo, 19 de agosto de 2007

Portal Domínio Público

Portal Domínio Público
Esse portal brasileiro é uma biblioteca virtual onde encontramos centenas partituras e alguns arquivos de áudio, já em domínio público ou que têm a sua divulgação devidamente autorizadas segundo informações do site.

As partituras que estão no portal são provenientes de acervos já conhecidos dos músicos que navegam pela internet. Curiosamente não encontramos nenhuma partitura de compositores brasileiros nos acervos.

Para acessar as partituras use o formulário Pesquisa Básica: em Tipo de Mídia selecione texto; em Categoria selecione Artes; clique no botão Pesquisar. Todas as partituras estão no formato PDF.

Na seção Música Erudita Brasileira encontramos oito gravações de obras de compositores brasileiros feitas pela Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense.

Carlos Gomes - Alvorada
Alexandre Levy - Werther
Alberto Nepomuceno - Aurora Luminosa
Francisco Braga - A Paz
Glauco Velásquez - Alma Minha Gentil
Luciano Gallet - Batuque, Tango
Leopoldo Miguez - Ave Libertas

Na seção Hinos Brasileiros encontramos oito gravações de quatro hinos cívicos de autoria de consagrados compositores brasileiros e de Dom Pedro I.

Francisco Braga - Hino à Bandeira Nacional
Leopoldo Miguez - Hino à Proclamação da República
Dom Pedro I - Hino da Independência
Francisco Manuel da Silva - Hino Nacional Brasileiro

Todos as gravações estão no formato MP3 com qualidade 192 kbps. Clique aqui para visitar o Portal Domínio Público.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Chico Bororó

Francisco Mignone - fonte: FBN
Com apenas 13 anos de idade Francisco Mignone ensaiava suas primeiras composições, tocava em cinemas mudos, em pequenas orquestras populares e em serenatas. Nessa época inicial de sua carreira musical, a atividade de compositor popular não era bem-vista, de modo que para proteger-se do preconceito então existente, Mignone ocultou-se sob o pseudônimo de Chico Bororó, chegando a publicar várias obras de cunho popular com esse nome artístico.

Encontramos no Instituto Moreira Sales, no acervo José Ramos Tinhorão, duas composições instrumentais assinadas por Chico Bororó. São gravações em discos 78 rpm (álbum 13160), lançadas em 1930 pela gravadora Parlophon, ambas interpretadas pelo flautista italiano Alfério Mignone, com acompanhamento da Orquestra Paulistana.

Alfério Mignone, pai do compositor, foi um flautista renomado e, Mignone, o filho - que tinha um conhecimento íntimo da flauta -, com ele estudou e se aprimorou nesse instrumento do naipe das madeiras.

Reserve um tempo para escutar as gravações referenciadas: a primeira intitulada Céu do Rio, uma valsa; a outra, Assim Dança Nhá Cotinha, uma mazurca; clique aqui para baixar os arquivos de áudio.

Fonte das gravações: Instituto Moreira Sales
Fonte da foto: Biblioteca Nacional